quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Passeio musical pelo Velho Chico revela novos encantos de suas águas



Sol forte, céu azul, ar puro, calor e o velho Chico. Todos os elementos giram para a
composição de um dia perfeito. Se não fosse o bastante, que tal unir o clima
iluminado do Vale do São Francisco com música de qualidade e ainda gratuita?
Foi com essa proposta que o Festival Pernambuco Nação Cultural trouxe para
Petrolina o projeto inédito Som Francisco. A bordo de uma embarcação equipada
para espetáculos musicais, o público tem a chance de passear pelas águas do rio
ao som de artistas que são referência nos mais diversos estilos. As saídas
ocorrem em dois horários: às 10h e às 16h, do Porto de Barquinhas, seguindo um
trajeto de cinco quilômetros que possui a duração média de 1h30. Por questão de
segurança, a quantidade máxima é de oitenta pulseiras distribuídas aos
participantes, que devem chegar antes do horário para garantir seu lugar no
barco.


Enquanto o som toca, dá pra tirar bons cliques da paisagem, que também atravessa a orla de
Juazeiro. “A ideia surgiu da necessidade de oferecer uma atividade que pudesse
vincular esta etapa do Festival Pernambuco Nação Cultural ao próprio Rio São
Francisco, aproveitando sua beleza e exuberância. E como nosso objetivo maior é
o de estimular a cultura e a cidadania, nada melhor do que também possibilitar
aos artistas da região a oportunidade de mostrar o seu trabalho em um espaço
inovador”, detalha Beto Rezende, um dos coordenadores do Festival.


Todos os dias, ritmos diferentes, para atender a todos os gostos e preferências. Quem
chegou pela manhã pôde conferir o pop rock do grupo Carrancudos, que, na
verdade, não segue o sentido mais convencional da palavra. “Somos carrancudos
porque vestimos a cultura do Sertão, a Carranca do São Francisco, e temos
orgulho em ser daqui mesmo”, coloca Ricardo Gomes, baixista e vocalista. No
repertório, composições próprias como Polinômio, Sacana Roll, Desigual e Natal
na 01 da CP, além de releituras de clássicos regionais. “Este é um evento diferente de tudo que já
fizemos, e é bacana aproveitar o rio, os recursos naturais, pois isso pode
estimular a vinda de outras pessoas para a cidade. É um grande diferencial,
quebra a monotonia das viagens tradicionais”, comenta Daivert Santos, baterista
do conjunto.

Descrição da imagem

À tarde, foi hora de arrastar o pé com forró pé-de-serra. O grupo recifense Xero no Cangote
deu o tom da vez, mas tem gente fora do país que também curte sua sanfona. Por
cerca de dez anos, a banda esteve se apresentando na Europa, passando por
quatorze países do velho continente. O resultado foi a criação de uma batida
sofisticada, mas sem deixar de ser contagiante, com arranjos bem trabalhados e
aval internacional. A formação atual conta com Derico Alves, no vocal e no
acordeon; Pequeno, na zabumba, além de também ser vocalista; Edilion, na flauta
e na voz; João Lucas, no contrabaixo, Sileno Lima na percussão, e Beco Alves no
teclado. “É uma nova emoção tocar na terra. O clima é outro, é mais vivo, é
mais caloroso. Nos sentimos em casa e estamos felizes em homenagear o rio São
Francisco por meio da música”, conta Beco.


Se na quarta, 21, o Rock e o Forró fizeram a festa, os dias seguintes revelam surpresas para
amantes da música. Nesta quinta-feira quem tocou no barco foi a banda Jagunços,
e à tarde, quem está fazendo a apresentação é a banda Dom Angelo Jazz Combo. O
encerramento, dia 23, traz SKA Maria Pastora e no horário seguinte, o blues da
Uptown Band. E não para por aí, a despedida do evento traz as poetisas
recifenses Vitória Gabrielli e Mariane Brigio, que vão dar mais emoção e beleza
para o entardecer do Chico.

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