
A noite de estreia iniciou contando a história do ciclo junino. Dançarinos da companhia recifense Balé Deveras dançaram o espetáculo “Bandeira de Todos os Santos” ao som do coco e da ciranda. Há 28 anos, o grupo profissional de dança desenvolve um trabalho de inclusão social em Brasília Teimosa.
“Nos apresentamos nas cidades do Interior monstrando que cada região tem uma cultura diferente e merece ser valorizada”, disse a integrante Cilene Marry, 27 anos. A dançarina morou um ano na China por meio de uma seleção internacional do Balé Deveras. “Foi uma oportunidade maravilhosa. Minha vida mudou, tive contato com várias culturas do mundo e hoje tenho mais possibilidades de viver melhor com a experiencia que tenho”, contou.
A segunda atração da noite contemplou o pop rock brasileiro. O gravataense Rodrigo Lins reviveu sucessos de Cazuza, Tim Maia, Biquini Cavadão, Barão Vermelho, entre outros ícones do ritmo. Há 21 anos na estrada, o cantor tem como influências principais os Beatles e Rolling Stones. “Cresci ouvindo rock, esse era o caminho que naturalmente seguiria”, afirmou.
No Alto do Cruzeiro, os seguidores do reggae também foram representados. A banda N’Zambi, da capital pernambucana, encerrou a noite apresentando o genuíno ritmo jamaicano. “As nuances são as da nossa terra. É xote, baião, coco, ciranda e maracatu”, destacou o vocalista George Souza. Em 2010, a banda ganhou o prêmio de melhor CD do ACIN-PE.
Teatro para espantar a tristeza
Existe receita exata para combater a tristeza? Para a Cia 2 em Cena de Teatro, Circo e Dança, a fórmula mais indicada está no mais tradicional do personagens circenses, o palhaço. Para ilustrar a eterna busca pelo ânimo, a esperança e a alegria, o grupo recifense levou ao palco Alto do Cruzeiro, nesta sexta-feira (02), o espetáculo Reprilhadas e Entralhofas - Um Concerto para acabar com a Tristeza.
A história narra a saga de três palhaços que descobrem que o mundo foi tomado por um profundo sentimento de melancolia, no qual as pessoas deixaram de sorrir e enfrentar com otimismo os problemas do cotidiano. Cabe então à mais tradicional das figuras do universo dos picadeiros a missão de resgatar a alegria e a vitalidade que revigoram a força para buscar os nossos sonhos.
“Eles aprendem que é nas pequenas coisas da vida onde podem existir grandes histórias de humor e felicidade, e nada melhor que o palhaço para mostrar tudo isso”, revela Alessandro Silva, ator e dramaturgo. Na verdade, a peça é fruto de uma pesquisa realizada em 2007 feita pelos integrantes da trupe com o título Palhaços do Brasil. Os estudos serviram de base para a concepção da trilogia dividida nos episódios “Palhaçadas, história de um circo sem lona”; “Reprilhadas e Entralhofas”; e “A céu aberto - circo pano de roda, lona estrelada, boca calada”.
Para os pesquisadores, palhaços podem fazer rir em todos os cantos do mundo, mas existem diferenças no modo como eles o conseguem. “O palhaço brasileiro é mais verborrágico, falante, interage com maior frequência com a plateia, diferentemente dos europeus, que possuem uma performance mais mímica, gestual e uma significativa preocupação com o acabamento estético”, coloca Paula de Tassia, atriz e produtora cultural componente do grupo.
FORRÓ – Além de apresentações cênicas, o público do Alto do Cruzeiro também teve a chance de assistir a shows de artistas locais e regionais que trouxeram o mais arrastado e tradicional forró pé de serra. Com vinte anos de estrada e composições gravadas por músicos como Nádia Maia e Chico Bala, Galeguinho de Gravatá explorou o ritmo com sucessos nordestinos de longa data. Em seguida, Dudu do Acordeon, que esteve no Festival de Inverno de Garanhuns este ano, fez a festa com o Coco de Roda, o Samba Matuto, o Chorinho e o Frevo ao som da sanfona pesada.
ÚLTIMO DIA – O sábado no Alto do Cruzeiro aguarda mais surpresas. A partir das 17h, entra em cena o espetáculo Picadeiro Pernambuco – A Tradição, composto por artistas de circos tradicionais do estado. Em seguida, tem Forró Fala Sério e pra quem deseja reviver sucessos marcantes dos anos 90, a banda Labaredas irá animar o palco.
sábado, 3 de setembro de 2011
Música e artes cênicas ocupam o Alto do Cruzeiro, em Gravatá
Fonte: Fundarpe
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