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quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Passeio musical pelo Velho Chico revela novos encantos de suas águas



Sol forte, céu azul, ar puro, calor e o velho Chico. Todos os elementos giram para a
composição de um dia perfeito. Se não fosse o bastante, que tal unir o clima
iluminado do Vale do São Francisco com música de qualidade e ainda gratuita?
Foi com essa proposta que o Festival Pernambuco Nação Cultural trouxe para
Petrolina o projeto inédito Som Francisco. A bordo de uma embarcação equipada
para espetáculos musicais, o público tem a chance de passear pelas águas do rio
ao som de artistas que são referência nos mais diversos estilos. As saídas
ocorrem em dois horários: às 10h e às 16h, do Porto de Barquinhas, seguindo um
trajeto de cinco quilômetros que possui a duração média de 1h30. Por questão de
segurança, a quantidade máxima é de oitenta pulseiras distribuídas aos
participantes, que devem chegar antes do horário para garantir seu lugar no
barco.


Enquanto o som toca, dá pra tirar bons cliques da paisagem, que também atravessa a orla de
Juazeiro. “A ideia surgiu da necessidade de oferecer uma atividade que pudesse
vincular esta etapa do Festival Pernambuco Nação Cultural ao próprio Rio São
Francisco, aproveitando sua beleza e exuberância. E como nosso objetivo maior é
o de estimular a cultura e a cidadania, nada melhor do que também possibilitar
aos artistas da região a oportunidade de mostrar o seu trabalho em um espaço
inovador”, detalha Beto Rezende, um dos coordenadores do Festival.


Todos os dias, ritmos diferentes, para atender a todos os gostos e preferências. Quem
chegou pela manhã pôde conferir o pop rock do grupo Carrancudos, que, na
verdade, não segue o sentido mais convencional da palavra. “Somos carrancudos
porque vestimos a cultura do Sertão, a Carranca do São Francisco, e temos
orgulho em ser daqui mesmo”, coloca Ricardo Gomes, baixista e vocalista. No
repertório, composições próprias como Polinômio, Sacana Roll, Desigual e Natal
na 01 da CP, além de releituras de clássicos regionais. “Este é um evento diferente de tudo que já
fizemos, e é bacana aproveitar o rio, os recursos naturais, pois isso pode
estimular a vinda de outras pessoas para a cidade. É um grande diferencial,
quebra a monotonia das viagens tradicionais”, comenta Daivert Santos, baterista
do conjunto.

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À tarde, foi hora de arrastar o pé com forró pé-de-serra. O grupo recifense Xero no Cangote
deu o tom da vez, mas tem gente fora do país que também curte sua sanfona. Por
cerca de dez anos, a banda esteve se apresentando na Europa, passando por
quatorze países do velho continente. O resultado foi a criação de uma batida
sofisticada, mas sem deixar de ser contagiante, com arranjos bem trabalhados e
aval internacional. A formação atual conta com Derico Alves, no vocal e no
acordeon; Pequeno, na zabumba, além de também ser vocalista; Edilion, na flauta
e na voz; João Lucas, no contrabaixo, Sileno Lima na percussão, e Beco Alves no
teclado. “É uma nova emoção tocar na terra. O clima é outro, é mais vivo, é
mais caloroso. Nos sentimos em casa e estamos felizes em homenagear o rio São
Francisco por meio da música”, conta Beco.


Se na quarta, 21, o Rock e o Forró fizeram a festa, os dias seguintes revelam surpresas para
amantes da música. Nesta quinta-feira quem tocou no barco foi a banda Jagunços,
e à tarde, quem está fazendo a apresentação é a banda Dom Angelo Jazz Combo. O
encerramento, dia 23, traz SKA Maria Pastora e no horário seguinte, o blues da
Uptown Band. E não para por aí, a despedida do evento traz as poetisas
recifenses Vitória Gabrielli e Mariane Brigio, que vão dar mais emoção e beleza
para o entardecer do Chico.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Petrolina: 116 anos!!!



Oficina de percussão amplia sensibilidade artística de moradores de assentamento rural

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“Que é que tu tem, Zé?” A frase inicial da matéria pode soar estranha, mas para os participantes da oficina de percussão de Maracatu de Baque Virado do Assentamento Manueto Lavor, a 48 km de Petrolina, ela soou como um verdadeiro guia, ditado pelo ministrante da capacitação, o músico Gilson Lúcio, ao ensinar o compasso das batidas.
Seja na alfaia, na caixa, ou em qualquer instrumento de uma das manifestações culturais mais conhecidas e características do estado, a frase dita os batuques e busca educar ouvidos. É preciso disciplina para compreender o significado dos ritmos, assim como perda de inibição para mostrar o próprio talento. O grupo participante da qualificação, inicialmente, foi composto por 16 jovens na faixa etária dos 14 aos 25 anos, mas o som contagiante da expressão logo despertou o restante da comunidade e muitas crianças se animaram para também aprender a batucada.

“É muito bom participar. Espero que nosso grupo permaneça unido e que a gente consiga fazer um espetáculo bonito”, comenta Tamires Borges. A estudante de 18 anos sempre morou na comunidade e trouxe detalhes da história da região. “O terreno foi ocupado por trabalhadores rurais há cerca de doze anos. O nome Mansueto Lavor pertencia a um senador que, na época, fez oposição aos Coelhos, uma tradicional família de políticos”, revela.

100 famílias habitam o assentamento e encontram representação para lutar em busca de seus direitos por meio da Associação dos Agricultores do Assentamento Mansueto Lavor. Para ocupar o terreno, os militantes contaram com o apoio da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Pernambuco, FETAPE, e do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Petrolina.
70% de seus moradores produzem alimentação que é vendida para cidades vizinhas e também para a capital. “Goiaba, manga, uva, maracujá, macaxeira, batata. Quase todo dia saem duas ou três carradas de mercadorias cultivadas aqui mesmo”, declara Jorge Lima dos Santos, líder da Associação. Além de Mansueto, o território de Petrolina integra outras comunidades, como São José do Vale, São Francisco José Ramos e Alto da Areia. A mais velha, Poço do Angico, existe há mais de vinte anos. Todas elas estão espalhadas nos diferentes distritos do município.

DESCENTRALIZAÇÃO – Seguindo a proposta de levar ações para locais além do eixo central, o Festival Pernambuco Nação Cultural Sertão do São Francisco continua até o final de semana promovendo atividades de cunho profissionalizante, artístico e cultural.

Fonte: Fundarpe

Projeto Música Instrumental faz noite de encerramento memorável em Petrolina

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A catedral de Petrolina foi palco, na noite desta terça-feira (20), do último dia do projeto Música Instrumental. O público lotou a igreja para conferir as atrações que fecharam a programação erudita do VII Festival da Primavera. A Opus 68 - Orquestra Sinfônica do Instituto Federal de Petrolina, a Orquestra de Câmara São Francisco e o tenor Carlos Lima conseguiram emocionar a plateia com interpretações de músicas como Assim Falava Zaratustra, de Richard Strauss e Evocação Nº 1, conhecido frevo pernambucano.

A primeira atração foi o tenor Carlos Lima, que cantou músicas como "O Sole Mio" e "La Barca", deixando a platéia fascinada com o poder da sua voz. Ele, que é policial militar, não abandonou a paixão da infância e trabalha paralelamente como músico. "Desde pequeno já cantava em casa. Escutava meu tio, que era cantor e tocava violão, e me inspirava. Minha mãe também costumava cantar com frequência. Antes de dormir, meu pai me contava muitas histórias de cordel. Então, cresci nesse ambiente. Ouvia os LPs do meu pai, que eram de trilhas sonoras de filmes como Bonequinha de Luxo e Dr. Givago e ficava encantado. Aos 15 anos comecei a compor e até hoje não parei. Cantei por sete anos no Mosteiro de São Bento em Salvador e, apesar de ser policial militar, já lancei dois discos e trabalho fazendo shows e casamentos", revelou o tenor.

A segunda apresentação foi da Orquestra de Câmara São Francisco, de Juazeiro, que tocou clássicos como a Sinfonia em Lá, de Mozart. Composta basicamente por instrumentos de corda, a orquestra nasceu em 2008 por iniciativa do maestro Gilson Gonzaga, militar aposentado da Bahia. "Vim como reservista para Juazeiro e, em parceria com a professora Edjane Lívio, comecei a criar um projeto que pudesse tirar jovens do universo das drogas, prostituição, violência doméstica e oferecesse a eles uma alternativa de desenvolvimento profissional. Foi quando criamos a Orquestra de Câmara São Francisco que tem como principal objetivo preparar os jovens para aprovação em concursos musicais, como os da Marinha, Exército e Aeronáutica, promovidos anualmente", afirmou. Hoje, a orquestra possui sete professores, todos voluntários e conta com apoio de psicólogos e psicanalistas. O curso preparatório é gratuito e tem duração de 5 anos e dois meses.

Para fechar a noite, a Orquestra Sinfônica do Instituto Federal de Petrolina fez uma apresentação exemplar, interpretando um compêndio de peças pernambucanas, como Petrolina-Juazeiro, Evocação Nº 1, Asa Branca e o Hino de Pernambuco. O grupo, composto por 50 integrantes também tocou clássicos como a Sinfonia nº 7, de Beethoven e Assim Falava Zaratustra. Idealizada pelo professor de música e maestro Ozenir Luciano, a primeira Orquestra Sinfônica de Petrolina surgiu em 2008, com o apoio do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia, o antigo Cefet da cidade. "Fizemos um projeto extracurricular e começamos como um pequeno grupo de câmara tocando flauta doce numa escola onde não havia nenhuma disciplina musical. Em 2010, fomos aprovados no edital BNB de cultura e pudemos viajar para tocar em diversas cidades do país, como Brasília, Teresina, Natal e Recife, além dos munícipios da nossa região do São Francisco, explicou o maestro. "Estou na orquestra há um ano e meio, tocando trombone. Eu já tocava em fanfarras e bandas marciais. Foram amigos que me falaram da Opus 68, daí resolvi entrar para o grupo e desde então, muitas portas estão se abrindo para mim na área da música. Tive, por exemplo, a oportunidade de assistir aulas com professores como o falecido maestro Radegundes Feitosa e também com Azeitona e Alexandre Magno, todos reconhecidos nacionalmente", afirmou o estudante Ruy Victor, de 19 anos.

Para a professora Tatiane Bernardon, o projeto Música Instrumental está sendo uma das melhores iniciativas que Petrolina já recebeu. "A gente pensa que para ouvir música erudita tem que sair daqui, mas não. Temos uma orquestra na nossa cidade. E o melhor de tudo é que além de termos esse tipo de música, ela está sendo oferecida gratuitamente para que toda a população possa assistir", declarou Tatiane.

Fonte: Fundarpe

Monólogo Odemar abre a programação cênica do FPNC em Petrolina

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Sebastião Simão Filho tinha apenas 17 anos quando se apaixonou pela poesia de Fernando Pessoa. Nesta terça-feira (20/09), o ator paraibano fez uma releitura de seu poema Ode Marítim, de Álvaro de Campos (heterônimo do escritor português), na peça Odemar, da Companhia Máscaras de Teatro, monólogo que abriu as apresentações cênicas do Festival Pernambuco Nação Cultural – Sertão do São Francisco.

Numa estrutura cenográfica simulando uma embarcação marítima, o espetáculo, dirigido pelo próprio ator, fala de um universo fantástico construído através de delírios de seu protagonista que, diante de barcos e navios num porto deserto, fantasia sobre as coisas do mar, descrevendo-o apaixonadamente, misturando com temas como amor, loucura, saudade e solidão.

Criada há cerca de dez anos em Petrolina, a Cia. Máscaras cresceu tanto que foi para Recife, sendo essa sua primeira apresentação na cidade desde a mudança. “Eu tentei montar esse texto aqui há mais de 20 anos, mas numa concepção totalmente diferente. Ensaiamos em Recife durante um ano e meio até a nossa primeira apresentação, há quase dois anos. Com o tempo, fomos mudando pouco a pouco a sua estrutura. Também inserimos a sonoplastia ao vivo, que era anteriormente gravada. São apenas pequenos detalhes que vamos melhorando, pois a peça já está praticamente sedimentada”, comentou o ator, que recebe ajuda na sonoplastia de dois atores da Companhia, Diego Lucena e Luiz Manuel.

Mais do que o próprio texto em si, o trabalho de corpo chama muito a atenção durante a peça. Adepto da antropologia teatral, o teatro de Sebastião Simão Filho é totalmente imerso no movimento corporal do ator e de seu completo entrosamento com o espaço. A cenografia é funcional, e todos os elementos presentes participam das ações.

“Nós não partimos da ideia para a realização. A partir da prática que surgem as ideias. É um teatro experimental. Se você perceber, eu caminho pouco durante o espetáculo, mas me mexo muito. É uma das coisas da antropologia teatral, do teatro físico, o mínimo de movimentos, mas uma completa interação com o espaço. Comparamos muito com a dança. A ideia é dançar no palco, e não caminhar”, completa.

Depois da apresentação, Sebastião reservou um momento para conversar com a plateia presente, onde foi discutida a linguagem do texto e o papel do corpo quase como um elemento decisivo do espetáculo. Alguns, inclusive, já conheciam o seu trabalho, como é o caso do ator petrolinense Daniel Ribeiro, de 34 anos.

“Eu já conhecia Sebastião há muito tempo, desde quando eu tinha 12 anos ele já fazia teatro por aqui. Nunca atuei em suas peças, mas já tinha feito suas oficinas. Eu vejo o trabalho dele diferente de muitos outros que eu conheço. Gostei muito de Odemar, não conhecia o texto, mas a peça cresceu de uma maneira que impactou bastante”, disse.
Participante do grupo Teatro Popular de Arte, Daniel aponta um crescimento cada vez maior do teatro petrolinense, com o surgimento de muitos grupos como o Pé no Palco, Trupe Errante e a Companhia Biruta.

“Também estão sendo realizadas muitas oficinas de artes cênicas, que despertam o interesse de quem não conhece e aperfeiçoam as técnicas teatrais de quem já atua. Temos um núcleo de teatro no Sesc, onde realizamos pesquisa, tanto de atuação quanto de direção. Também lemos textos e fazemos inúmeros trabalhos. O que eu observo são os grupos teatrais daqui buscando realmente o que tem de melhor”, finaliza.

Fonte: Fundarpe

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Resultado: Prêmio de Arte Contemporânea 2011

Música instrumental inicia temporada de atrações culturais em Petrolina

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Numa noite marcada pelo encontro entre o popular e o erudito, a famosa Catedral de Petrolina sediou a abertura oficial do Festival Pernambuco Nação Cultural Sertão do São Francisco, nesta segunda-feira (19), dando início às apresentações instrumentais do evento com os grupos Orquestra de Câmara Novos Talentos, Mosaico e a Philarmonica 21 de Setembro.

Para o presidente da Fundarpe, Severino Pessoa, não poderia haver melhor lugar para sediar esta edição do Nação Cultural. "Petrolina é uma cidade maravilhosa, onde todo mundo que vem, quer voltar. Nesta edição pudemos descentralizar as nossas ações, justamente para valorizar, prestigiar e fomentar a cultura tradicional das demais cidades do Sertão do São Francisco", comentou.

Segundo o coordenador geral do festival, Beto Rezende, cerca de R$ 2 milhões foram investidos no projeto, possibilitando que as ações compreendessem, além de Petrolina, mais seis municípios: Afrânio, Dormentes, Cabrobó, Orocó, Lagoa Grande e Santa Maria da Boa Vista.

"Com esse investimento, conseguimos contemplar todos os segmentos artísticos de Petrolina, o que representa uma enorme valorização da produção local. Tanto é que se você observar a programação do festival, a grande maioria dos participantes são daqui da cidade", comentou a superintendente de cultura da cidade, Roberta Duarte.

Com pouco menos de dois anos de fundação, a Orquestra de Câmara Novos Talentos, sob regência do maestro Gilson Gonzaga, abriu as apresentações musicais da noite, misturando elementos da música clássica em seu repertório quase que inteiramente composto por músicas famosas do cancioneiro popular nordestino como Asa Branca, de Luiz Gongaza. Composta por jovens da rede estadual de ensino, moradores de bairros da periferia da cidade, o projeto foi idealizado pela diretora da Fundação Nilo Coelho, Beatriz Barreto, a partir de um antigo sonho.

"Nossa intenção era trabalhar com crianças que tivessem uma certa dificuldade de comportamento nas escolas e nas famílias. Após quase dois anos do início do nosso trabalho com esse grupo, estamos colhendo os frutos. Notamos uma melhora considerável no desempenho escolar e no relacionamento deles para com os familiares, e também já revelamos vários talentos. Nosso principal objetivo é fazer com que esses meninos, chegando à maioridade, possam trabalhar com a música de maneira profissional."

O Grupo Mosaico e a tradicional orquestra Philarmonicas 21 de Setembro fecharam o primeiro dia de festival. Com dois violinos, uma viola e um contrabaixo, o Mosaico foi idealizado há cerca de oito anos pelo violinista pernambucano Kallel Cavalcanti, e também conta com mais três membros: o violeiro paraibano Gustavo Nóbrega, o contrabaixista baiano João Lourenço e o caçula da equipe, o também violinista Ânderson Mateus.

Fugindo dos padrões tradicionais de apresentação de música erudita, o Mosaico gosta mesmo é de brincar. Troca o lugar dos músicos, inventa danças e até mesmo faz pausa para exercícios de alongamento entre uma música e outra, arrancando risos da plateia presente. "Somos um tipo diferente, que não segue a velha forma padrão nas apresentações. Procuramos divertir o público, mas acima de tudo, nos divertir com a nossa música", disse Kallel.

O Festival Pernambuco Nação Cultural segue com sua programação até o próximo sábado. Nesta terça-feira (20/09) acontece o segundo e último dia de apresentações instrumentais, também na Catedral de Petrolina. A partir das 19h tocam os grupos Opus 68, a Orquestra de Câmara São Francisco e o tenor Carlos Lima

Fonte: Fundarpe

Sertão do São Francisco recebe pela primeira vez o projeto Cinema na Estrada

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A mostra cinematográfica itinerante Cinema na Estrada, que exibe filmes fora do circuito comercial em locais onde o acesso à produção audiovisual é praticamente nulo, chega pela primeira vez às cidades do Sertão do São Francisco. O projeto faz parte da programação do Festival Pernambuco Nação Cultural Sertão do São Francisco, que até o dia 24 de setembro vai promover diversas atividades artísticas em seis municípios da região, tais como Afrânio, Cabrobó, Orocó, Dormentes, Lagoa Grande e Santa Maria da Boa Vista.

Conhecida por ser o local onde se encontra o melhor doce de leite de Pernambuco, a cidade de Afrânio foi escolhida para sediar a estreia do Cinema na Estrada desta edição do Nação Cultural. A noite desta segunda-feira (19) foi agitada na Praça São João Batista, a principal do município. Desde cedo, um público heterogêneo composto por crianças, jovens e adultos já ocupava as cadeiras em frente ao telão montado ao ar livre, esperando pela exibição que começou pontualmente às 19h30.

Para abrir a mostra foram projetados 12 curtas feitos pelos alunos do Ponto de Cultura Cine Raiz, de Petrolina. Todos eles contavam histórias dos bairros da cidade. Após a abertura, teve início a programação oficial com sete curtas metragens pernambucanos. Destacaram-se as produções "Vou Estraçaiá", de Luiz Tiago Monteiro Leitão, que aborda a vida do pernambucano Luciano Torres, mais conhecido como "Todo Duro", ídolo do boxe nacional durante a década de noventa; "Recife Frio", de Kleber Mendonça Filho, ficção que se passa no futuro, onde o Recife teria se tornado uma cidade fria devido a uma mudança climática e "Velho Samba da Ilha", de Chico Egídio, que conta a história da origem do Samba de Véio da Ilha do Massangano, que fica em Petrolina. Dentre os filmes que compõem a mostra, dois deles foram realizados por Pontos de Cultura: o "Velho Samba da Ilha" e o "Mapinguari", sendo o primeiro feito pelo Ponto de Cultura Cine Raiz e o segundo, pelo Ponto de Cultura Cinema de Animação.

"Essa iniciativa está sendo ótima para a nossa região. Ela faz com que a comunidade se reúna no espaço público e aprenda algo diferenciado, tornando a praça um local ainda mais vivo e propício para disseminar conhecimento. Os filmes escolhidos valorizam o cinema do nosso Estado e é um privilégio poder apreciá-los”, comentou o pedagogo Edinaldo Silva. Segundo o cineasta e organizador da mostra, Chico Egídio, "o cinema na estrada busca democratizar o acesso à cultura audiovisual, priorizando cidades que não possuem cinema. Fazemos o mais difícil, já que exibimos em praça pública filmes que estão fora do eixo comercial. Trazemos produções com olhar diferenciado, é um formato mais de vanguarda, queremos que as pessoas conheçam esse tipo de filme".

Além da exibição de filmes, durante essa semana a cidade de Afrânio vai contar com uma uma oficina de artesanato em couro e apresentações musicais, com shows da Banda de Pífanos de Afrânio, Júnior do Acordeon, São Gonçalo do Amarantes, Samba de Roda Boa Vista e Quadrilha Junina.Já o projeto Cinema na Estrada continua nesta terça-feira (20), na cidade de Dormentes. Depois, a caravana segue para Orocó, Cabrobó, Santa Maria da Boa Vista e Lagoa Grande. A programação será a mesma em todos os municípios.

CINEMA NA ESTRADA

PROGRAMAÇÃO

FILMES

Vou Estraçaiá (Luiz Tiago Monteiro Leitão)
Tchau e Benção (Daniel Bandeira)
Nº 27 (Marcelo Lordello)
Recife Frio (Kleber Mendonça Filho)


Acercadacana (Felipe Peres)
Mapinguari (Lula Gonzaga)
Velho Samba da Ilha (Chico Egídio)

MUNICÍPIOS

DORMENTES
Terça-feira, 20 de Setembro
Local: Praça Principal, 19h30

OROCÓ
Quarta-feira, 21 de setembro
Local: Centro de Atividades Econômicas, 19h30

CABROBÓ
Quinta-feira, 22 de setembro
Local: Pátio de Eventos Concha Acústica, 19h30

SANTA MARIA DA BOA VISTA
Sexta-feira, 23 de setembro
Local: Praça Xisto Graciliano, 19h30

LAGOA GRANDE
Sábado, 24 de setembro
Local: Praça Central, 19h30

Oficinas do Nação Cultural despertam para profissionalização do mercado da Cultura

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Mais do que promover atividades que visem divulgar a cultura regional e nacional nos mais variados cantos do estado, o Festival Pernambuco Nação Cultural – Sertão do São Francisco também visa possibilitar ao público a chance de adquirir conhecimentos importantes para sua profissionalização, servindo de base para a continuidade prática.

Desde segunda-feira, 19, o Sertão do São Francisco, representado pelas cidades de Petrolina, Afrânio, Dormentes, Cabrobó, Orocó, Lagoa Grande e Santa Maria da Boa Vista, está recebendo uma série de oficinas e workshops temáticos nas áreas de Cinema, Música, Moda e Design, Literatura, Artesanato, Patrimônio, Artes Cênicas, Cultura Popular, Artes Visuais, Fotografia e Formação Cultural.

No Centro de Convenções de Petrolina, a Ministrante Simone Andrade, através de um exercício de sensibilidade visual, tenta ampliar a visão e a percepção dos estudantes para detalhes que estão além da superfície de desenhos e fotografias. “A Oficina de utilização do design na criação de produtos artesanais em couro busca aguçar os olhares por meio da observação atenta do mundo ao redor. Queremos imprimir um novo valor acerca dos objetos que identificam as características da região, sem perder sua identidade. Com isso, saímos do óbvio, do que já está feito e instituído, evitando a pura reprodução de modelos”, destaca.
Já para quem busca conhecer mais a fundo os mecanismos de funcionamento de eventos de pequeno, médio ou grande porte, o workshop de produção executiva para shows e eventos é uma oportunidade de entrar em contato com gente que já tem experiência na área e sabe os caminhos para conseguir êxito na empreitada. “Oferecemos um apanhado geral da produção, indo desde aspectos técnicos de som, luz, montagem das estruturas e logística, até passando pela mídia digital e Assessoria de Imprensa”, detalha Sérgio Valença.

Ainda de acordo com Pezão, como ele é conhecido, o curso tem como base fornecer informações para a elaboração de um planejamento eficiente e global, palavra-chave para o êxito de qualquer iniciativa. “Não existe nada hoje em dia sem a criação de uma estratégia eficiente de ações, e é isso o que mais frisamos em todo o nosso trabalho. Entrar em contato com pessoas mais experientes e frequentar eventos em locais já tradicionais no segmento, como no eixo Rio-São Paulo, podem também auxiliar o trabalho do produtor”, completa.

E não existem barreiras para quem busca aprender algo novo. Na escola técnica do SENAI, também em Petrolina, participantes compreendem as múltiplas faces da linguagem musical por meio da oficina de percussão Som da Pele. Mas um detalhe faz toda diferença: o público-alvo do curso são os surdos. “Buscamos aproximar as sensações que a música provoca nos ouvintes utilizando recursos visuais e gestuais, como luzes sincronizadas e lâmpadas com cores e tamanhos variados. Tudo isso ajuda a construir significados sonoros aos portadores de deficiência auditiva”, pontua Batman, ministrante da qualificação.

Mais do que demonstrar que também é possível atender a esse segmento, a formação estimula os estudantes a desenvolver habilidades importantes para a sobrevivência em cidades não adaptadas às suas necessidades especiais, como raciocínio, memória e coordenação motora. A proposta final da iniciativa é de formar uma célula local do grupo Batuqueiros do Silêncio, uma das ações do Ponto de Cultura Mudando a vida com Arte, que realiza ações direcionadas a pessoas com deficiências no bairro de Casa Amarela, no Recife. Batman, que também é mestre griô do ponto, coordena o grupo Batmacumba, responsável pela criação do projeto.
A composição dos temas é fruto de discussões realizadas no período anterior às oficinas, através da realização de fóruns abertos a participação da comunidade. “O diálogo estabelecido com a comunidade é fator essencial para o êxito das oficinas, workshops e encontros, que são executados de acordo com as necessidades específicas da economia e da cultura locais. Enquanto estamos aqui, realizando o Festival, em outro lugar, situado em outra região do estado, já está sendo debatida a programação mais adequada para suprir as carências da população”, coloca Lígia Verner, coordenadora das ações.

Ela destaca a variedade de temas e sua finalidade de deixar um legado que possa ser aproveitado pelo público, como Iniciação à Fotografia, onde as técnicas podem ser aplicadas em câmeras normais por qualquer pessoa. “Outra oficina importante será a que irá tratar sobre Cultura e Diversidade, focada nos grupos LGBT, também necessitados de atenção especial visto ser necessário o combate aos preconceitos”, completa.
PROGRAMAÇÃO – A partir de terça-feira, 20, novas oficinas tomam conta das cidades do Festival Pernambuco Nação Cultural no Sertão do São Francisco. Confira programação completa:

PETROLINA

OFICINAS
Dias 19, 20, 22 e 23 de setembro


Ações de Sustentabilidade Ambiental
Local: Escola João de Deus
Horário: 14h às 18h
Ministrante: Rafael Lustosa

Adobe - Light Room
Local: Sala de Reuniões do Centro de Convenções
Horário: 19h às 22h
Ministrante: Matheus Britto

Argila
Local: Centro de Cultura Ana das Carrancas
Data: 24 de setembro, 9h
Ministrantes: Ângela Lima e Maria Cruz

Arte e Design
Local: Sala Cid Carvalho, Centro de Convenções
Turma 01: 9h às 12h / turma 02: 14h às 17h
Ministrante: Simone Andrade

A Arte de Contar Histórias
Local: Auditório da Biblioteca Municipal Cid Carvalho
Data: 22/09, de 9h às 12h e das 14h às 17h e 23/09, das 9h às 12h
Ministrante: Clenira Melo

Cultura e Diversidade
Local: Univasf
Data: 22/09, de 13h30 às 17h30
Ministrante: Assessoria de Diversidade Sexual/Governo do Estado

Dança de Rua
Turma 01: 9h às 12h (Centro de Educação Física) / turma 02: 14h às 17h (Centro Paroquial, bairro João de Deus)
Ministrante: Brigada Hip Hop – Van Duarte

Filmagem e Edição em Software Livre
Local: Escola Estadual Dom Malan
Turmas e Turnos: 15h às 20h
Ministrantes: Eduardo Lima e Denis Ramos

Graffiti
Turma 01: 9h às 12h (Centro de Educação Física) / turma 02: 14h às 17h (Centro Paroquial, bairro João de Deus)
Ministrante: Sérgio Sá (CUFA), Júnior Rocha e Jocélio

Gravação e Edição de Áudio
Local: Escola Estadual Dom Malan
Horário: 15h às 20h
Ministrantes: Leo Guedes e Daniel Luis

Hip Hop - Rima
Turma 01: 9h às 12h (Centro de Educação Física) / turma 02: 14h às 17h (Centro Paroquial, bairro João de Deus)
Ministrante: Zé Brown

Hip Hop - DJ
Turma 01: 9h às 12h (Centro de Educação Física) / turma 02: 14h às 17h (Centro Paroquial, bairro João de Deus)
Ministrante: DJ Beto

Iniciação à Fotografia
Local: Escola Estadual Dom Malan
Horário: 15h às 20h
Ministrante: Tom Cabral

Jornalismo Online
Local: Escola Estadual Dom Malan
Horário: 15h às 20h
Ministrantes: João Paulo Seixas e Célia Menezes

Oficina de Comunicação Comunitária
Local: Escola Estadual Dom Malan
Horário: 15h às 20h
Ministrante: Napoleão Assunção

Pandeiro de Angola
Local: Ilha de Massangano – Ponto de Cultura Samba de Véio
Turma 01: 9h às 12h / turma 02: 14h às 17h
Ministrante: Carlos André

Patrimônio e Gastronomia
Local: Escola Técnica do SENAI
Data: 22 e 23/09 – 9h às 12h e 14h às 17h
Ministrantes: Diretoria de Preservação Cultural - Fundarpe

Percussão para Surdos
Local: Centro Auditivo, Rua Tobias Barreto, 240
Hora: 14h às 17h
Ministrante: Batman

Pinhole (fotografia)
Turma 01: 9h às 12h (Centro de Educação Física) / turma 02: 14h às 17h (Centro Paroquial, bairro João de Deus)
Ministrante: Isaías Belo

Reciclagem Artística
Local: Centro Paroquial, bairro João de Deus
Horário: 14h às 17h
Ministrante: Bessa Salaberga

WORKSHOPS

Cultura Popular - Sustentabilidade das Quadrilhas Juninas
Local: Sala de reuniões do Centro de Convenções Senador Nilo Coelho
Data: 24/09 - 14h às 19h e 25/09 - 8h às 13h e 14h às 19h
Ministrante: Hugo Menezes

Direção de Espetáculo de Dança
Local: Escola de Dança Gabriel Andrade, Orla 1
Data: 19 e 20/09 - 9h às 12h e 14h às 17h e 21/09 - 14h às 17h
Ministrante: Lineu Gabriel

Guitarra
Local: Sala Cid Carvalho, Centro de Convenções Senador Nilo Coelho
Data: 19/09 – 18h às 22h e 21/09 – 14h às 22h
Ministrante: Ângelo Mongiovi


Palestra sobre Fotografia/ Varal Fotográfico (Exposição do 3º Prêmio de Fotografia Pernambuco Nação Cultural)
Local: Sala Cid Carvalho, Centro de Convenções
Data: 22/09 – 13h às 17h
Ministrante: Ricardo Peixoto

Percussão
Local: Parque Municipal Josefa Coelho, Anfiteatro 2
Data: 19 a 21/09 – 18h às 23h
Ministrante: Gilson Amaral

Produção Executiva para Shows e Eventos
Local: Sala de reuniões do Centro de Convenções
Data: 19, 20, 22 e 23 de setembro – 9h às 13h e 14h às 18h
Ministrante: Sérgio Valença (Pezão)

Ritmos Nagôs e Percussão de Maracatu de Baque Virado
Local: Parque municipal Josefa Coelho – Arena 1
Data: 22 e 23/09 – 9h às 13h e 14 às 18h


CABROBÓ


Vídeo experimental
Data e horário: 19 a 23/09 – 9h às 17h
Local: Comunidade Indígena Truká
Ministrante: Telephone Colorido


OROCÓ


Confecção de pífano
Data e horário: 19 a 23/09 – 9h às 17h
Local: Quilombo Águas do Velho Chico
Ministrante: João do Pife

Dança Afro
Data e horário: 19 a 23/09 – 9h às 17h
Local: Quilombo São José da Mata
Ministrante: Alex Monte

SANTA MARIA DA BOA VISTA


Dança Afro e Popular
Data e horário: 19 a 23/09 – 9h às 17h
Local: Quilombo Cupira
Ministrante: Jamila Marques

Confecção de Instrumentos
Data e horário: 19 a 23/09 – 9h às 17h
Local: Quilombo Inhanhuns
Ministrante: Maureliano

Cineclubismo
Data e horário: 19 a 21/09 – 9h às 17h
Local: Quilombo Inhanhuns
Ministrante: Rose Lima e Caio Dorneles

Fonte: Fundarpe

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Programa Rede Nacional Funarte Artes Visuais – 8ª edição

A Fundação Nacional de Artes (Funarte/MinC) está recebendo, até 3 de outubro, as inscrições para a 8ª Edição do Programa Rede Nacional Funarte Artes Visuais. O Edital promoverá o intercâmbio interregional por meio de um conjunto amplo de atividades e experimentações ligadas às artes visuais como oficinas artísticas, workshops, oficinas de qualificação, palestras, performances, audiovisual, instalações, novas mídias, seminários, intervenções, exposições, atividades pedagógicas e pesquisas de linguagem.

Este ano, serão selecionados 45 projetos em todo o país. Cada um dos contemplados receberá prêmio no valor de R$ 30 mil. O programa visa fomentar a reflexão e o debate sobre as artes visuais, desenvolver instrumentos de capacitação para artistas e técnicos do setor, promover a circulação dos profissionais da área e de seu conhecimento por todo o país e estimular a formação de público. Será permitida a inscrição de pessoas jurídicas, com ou sem fins lucrativos, de natureza cultural, em nome próprio ou como representante de pessoa física.

Mais informações: http://www.cultura.gov.br/site/2011/08/19/8%C2%AA-edicao-do-programa-rede-nacional-funarte-artes-visuais/

Funarte/MinC abriu inscrições para Prêmios de Teatro Myriam Muniz e de Dança Klauss Vianna 2011


O Ministério da Cultura, por meio da Fundação Nacional de Artes (Funarte/MinC) está recebendo, até 3 de novembro, inscrições dos interessados em participarem dos Prêmios de Teatro Myriam Muniz e de Dança Klauss Vianna 2011. Os editais, publicados no Diário Oficial da União no último dia 16 de setembro, têm como objetivo o fomento, em âmbito nacional, a projetos que visem o desenvolvimento de atividades artísticas de teatro e de dança. O total investido no Myriam Muniz é de R$ 10 milhões, e no Klauss Vianna, R$ 4,5 milhões.

Myriam Muniz

Estão aptos a participarem do Edital Myriam Muniz artistas, produtores, companhias, grupos, associações, cooperativas ou empresas, com ou sem fins lucrativos, que concorrerão a prêmios que podem atingir o valor de até R$ 150 mil. As inscrições dos projetos só poderão ocorrer sob a forma de pessoa jurídica. Serão contempladas e viabilizadas 111 propostas de trabalhos divididas em duas categorias: A) Circulação de espetáculos; e b) Montagem de espetáculos e/ou manutenção de atividades teatrais de grupos e companhias.

Klauss Vianna

O Prêmio de Dança Klauss Vianna é voltado para associações, cooperativas, companhias, coletivos, grupos ou empresas, com ou sem fins lucrativos, além de artistas independentes. Serão contemplados 64 projetos de todas as regiões brasileiras com premiações de até R$ 100 mil.

O Prêmio será dividido nas seguintes categorias: circulação nacional de espetáculos, atividades artísticas e novos talentos. Cada proponente pode apresentar somente um projeto, com exceção de cooperativas de produtores ou de artistas e associações que abriguem diversos grupos ou companhias.

Leia mais

(Texto: Marcos Agostinho,Ascom/MinC)

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Prêmio Luso-Brasileiro de Dramaturgia

O presidente da Fundação Nacional de Artes, vinculada ao Ministério da Cultura (Funarte/MinC), Antonio Grassi, e a presidente do Instituto Camões, Ana Paula Laborinho, anunciaram, na terça-feira (13), na sede do instituto, em Portugal, a realização da quinta edição do Prêmio Luso-Brasileiro de Dramaturgia Antônio José da Silva. As inscrições estarão abertas até o dia 13 de outubro. O objetivo da iniciativa é impulsionar a escrita dramática em todos os gêneros e reforçar a cooperação entre os dois países, além de incentivar o surgimento de novos autores.

O autor da obra vencedora receberá 15 mil euros e o texto premiado será editado no Brasil e em Portugal. Segundo a Funarte, na primeira etapa serão escolhidos oito textos (quatro de cada um dos países), que serão analisados na etapa seguinte por um júri formado por seis especialistas (três do Brasil e três de Portugal), responsável pela avaliação dos trabalhos selecionados e pela escolha do vencedor. Podem concorrer ao Prêmio cidadãos portugueses e brasileiros, ou estrangeiros naturalizados.

Regulamento

De acordo com o regulamento do prêmio, cada concorrente poderá participar com um ou mais textos originais, em língua portuguesa, não editados e não encenados. Os trabalhos deverão ser enviados para o Instituto Camões (Prêmio de Dramaturgia Antônio José da Silva), Rua Rodrigues Sampaio, 113, CEP 1150-279, Lisboa, Portugal. Todas as instruções para os participantes estão contidas no regulamento do Prêmio Luso-Brasileiro de Dramaturgia.

O resultado final será divulgado em até 90 dias após o encerramento das inscrições e estará disponível nossites do Instituto Camões (www.instituto-camoes.pt) e da Funarte (www.funarte.gov.br).

Edições anteriores

Na primeira edição, José Maria Vieira Mendes (Portugal) foi o vencedor com a peça A minha mulher. The Cachorro Manco Show, de autoria de Fábio Luís Mendes (Brasil) foi o vencedor da segunda edição. A peça vencedora da terceira edição foi Jardim Suspenso, de Abel Neves (Portugal), e a quarta edição premiou Marco Catalão (Brasil) com a peça Agro-Negócio.

Leia o Regulamento do Prêmio

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(Texto: Nemésia Antunes, Ascom/MinC)

Fundarpe promove VII Concurso Público do Registro do Patrimônio Vivo de Pernambuco

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A Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) promove o VII Concurso Público do Registro do Patrimônio Vivo de Pernambuco – RPV, edição 2011. Pessoas físicas ou grupos culturais, constituídos juridicamente ou não, têm até o dia 24 de outubro para se inscrever. O edital, o regulamento e os formulários de inscrição estão disponíveis no site da Fundarpe, através do link:http://www.fundarpe.pe.gov.br/fomento_editais.php

Anualmente, o Governo do Estado concede o título vitalício a três personalidades que fazem a história cultural de Pernambuco. Para concorrer, as candidaturas ao RPV devem ser propostas por prefeituras ou secretarias municipais de Cultura, a Secretaria Estadual de Educação, o Conselho Estadual de Cultura, a Assembléia Legislativa ou entidades sem fins lucrativos constituídas há pelo menos dois anos e que tenham como uma de suas finalidades a proteção ao patrimônio cultural ou artístico estadual.

Pernambuco conta atualmente com 24 patrimônios vivos em atividade. São eles o cineasta Fernando Spencer; a cirandeira Lia de Itamaracá; a circense Índia Morena; o sanfoneiro Camarão; os ceramistas Mestre Nuca e Zé do Carmo; os xilógrafos Dila, José da Costa Leite e J. Borges; a coquista Selma do Coco; o maestro Duda; o sambista Didi e os artesãos Zezinho de Tracunhaém e Manuel Eudócio. Também são patrimônios vivos os seguintes grupos culturais: a Banda Curica, natural de Goiana e mais antiga do Brasil; o Teatro Experimental de Arte (TEA), de Caruaru; a Confraria do Rosário, fundada por escravos; o Clube de Alegorias e Crítica Homem da Meia Noite, de Olinda; o Maracatu Leão Coroado; o Caboclinho Sete Flexas, do Recife e a Sociedade Musical Euterpina Juvenil Nazarena – Capa Bode, de Nazaré da Mata.

Serviço

Inscrições para o VII Concurso do Registro de Patrimônio Vivo de Pernambuco

Período: 09 de setembro a 24 de outubro de 2011

Horário: das 09:00 às 14:00h

Endereço: Rua da Aurora, 463/469, Boa Vista

Informações: (81) 3184-3061


Nação Cultural chega à Petrolina e mais seis cidades do Sertão do São Francisco


A cidade de Petrolina é a próxima parada do Festival Pernambuco Nação Cultural. Na sétima edição do Festival da Primavera, a vitrine será não somente para artistas e grupos da música que não tem muito espaço na mídia de rádio e TV, mas também de encontros de cultura popular que fora de um festival de grande porte não teriam muita visibilidade. A partir do dia 19 até o dia 24 o Sertão do São Francisco será o endereço mais cultural de todo estado. Como tem acontecido em outras regiões, o patrocínio do Governo do Estado à todo circuito Pernambuco Nação Cultural não fica restrito apenas a festa tradicional de Petrolina. Ele chega para levar arte, cultura e formação a outras cidades importantes do São Francisco, tais como Orobó, Cabrobó, Lagoa Grande, Afrânio, Santa Maria da Boa Vista e Dormentes.

Os shows em Petrolina, que irão atrair o povo de todas as cidades vizinhas, começam na quarta-feira, feriado local por ser o dia do aniversário do município. Geraldo Azevedo, filho da terra, faz o show de encerramento, da noite que tem ainda o Samba de Veio da Ilha do Massangano, Matingueiros, Maviael Melo e Claudionor Germano. Na quinta-feira, o reggae da Planta e Raiz é a pedida da juventude local. A noitada começa com Paulo Soares e a Terceira Cidade, Academia da Berlinda, Baiana System e Tio Zé Ba e Apocalipse Reggae. Na sexta, tocam o afoxé Oyá Alaxé, Marcelo Pantera e os Bruxos da Noite, Novinho da Paraíba e Alcymar Monteiro. No último dia, o baiano Moraes Moreira chega a Petrolina para apresentar o aclamado show Acabou Chorare, clássico dos Novos Baianos que completa 40 anos e recebe uma releitura do cantor e compositor soteropolitano. Na mesma noite, apresentam-se Rukha, Comunidade Azougue e Siba.

A música, mais do que as outras linguagens que também estarão em cena, será ouvida em todas as partes de Petrolina. Além da orla Porta do Rio, onde estará o palco Pernambuco Nação Cultural, haverá uma programação de bandas de rock no Palco Garagem, armado no Mirante da Orla I. Na sexta-feira, tocam Cabelo de Serpente (Petrolina), Carrancudos (Petrolina), Andranjos (Petrolina), Mateus XV (Petrolina), Zé Povinho (Recife). No sábado, Reliving (Petrolina), Overdrive (Petrolina), Cobaias (Petrolina), Crematorium (Petrolina) e Zé Brown (Recife). A música instrumental também terá vez, com uma programação que tomará a Catedral de Petrolina. Já na segunda-feira, às 19h, tocam a Orquestra de Câmara Novos Talentos, a Philarmônicas 21 de setembro (Petrolina) e o grupo Mosaico (violinos, violoncelos e violas (Petrolina).

O momento mais inusitado do festival será representado pelo projeto Som Francisco. Um passeio pelas águas do rio São Francisco, numa embarcação com capacidade para 80 pessoas por show. Haverá duas saídas, nos dias 21, 22 e 23 de setembro. No primeiro dia, às 10h, o show na barca será com a banda Carrancudos; às 16hs é a vez de Xêro no Cangote. No dia seguinte tem Jagunços e Dom Ângelo Jazz Combo. O projeto termina na sexta, com as bandas Ska Maria Pastora e Uptown Band.

“O festival para nós é um congraçamento, um momento em que toda produção cultural pode ser apreciada de forma gratuita, descentralizada, com um pouco mais de visibilidade. É também uma grande oportunidade de profissionalização do setor de cultura, pela quantidade de oficinas que estão vindo para cá e promovem a formação de novas pessoas para o mercado da cultura”, diz a superintendente de Cultura de Petrolina, Roberta Duarte. Ela destaca ainda o intercâmbio cultural, que promove a troca de informações entre bandas de fora, que nem sempre o município tem oportunidade de trazer, com os grupos da própria cidade.

Para o secretário de Cultura de Pernambuco, Fernando Duarte, a finalidade dos festivais ao chegar numa cidade é mostrar a riqueza cultural de região. “Estamos gerando atrações para o público e oportunidades para os artistas, através de um evento regionalizado, descentralizado, em parceria com as prefeituras. Nessa edição, o objetivo é fazer o movimento artístico de Petrolina ser reconhecido, pois lá tem um cenário forte de bandas e artistas. Vamos continuar nessa direção nos próximos festivais”, avalia Duarte.

Confira AQUI a Programação Completa do festival Pernambuco Nação Cultural em Petrolina e demais cidades do Sertão do São Francisco

Fonte: Fundarpe

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Taquaritinga do Norte recebe festival de curtas-metragens a partir desta quarta

Descrição da imagem

O Curta Taquary é um festival nacional de vídeos de curtas-metragens e tem como objetivo levar para o público trabalhos de artistas de todo o território nacional, ampliando assim os horizontes destas produções. O evento acontece no período de 14 a 16 de Setembro em Taquaritinga do Norte (PE).

O Festival tem como princípio exibir curtas-metragens de jovens realizadores e participantes, celebrando as produções cinematográficas e a interação com toda população do agreste de Pernambuco, além do encontro de diversos diretores do país. Não só a sétima arte é apresentada, pois além de diversas mostras paralelas acontece a Feira Multicultural, palestras, desfiles de moda, exposições, roda de capoeira, espetáculos teatrais, feira de cordel, lançamentos de livros e cds, recitais, e shows estarão acontecendo durante o festival.

Confira aqui a programação completa do festival: http://www.fundarpe.pe.gov.br/curta-taquary-4-festival-nacional-de-curta-metragem

Outras informações no endereço eletrônico: curtataquary.blogspot.com

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Reunião Coletânea apresenta: Ensaio do Novo CD dos Matingueiros


A REUNIÃO DO COLETÂNEA TRAZ ENSAIO DO NOVO CD DOS MATINGUEIROS.

É sabado, dia 17 de Setembro, as 22 hs no Centro de Cultura Ana das Carrancas, proximo ao SAMU na cohab Massangano.

Entrada R$ 10,00

Esperamos todos lá.

DIVULGUEM!

Junior Souza.
Coletivo Coletânea.
(87) 8828-7721

domingo, 4 de setembro de 2011

Concurso Nacional de Literatura João-de-Barro


Estão abertas as inscrições, de 01 a 31 de outubro, para a edição 2011 do Concurso Nacional de Literatura João-de-Barro, promovido pela Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Fundação Municipal de Cultura (FMC).

O João-de-Barro tem o objetivo de valorizar a literatura produzida para crianças e jovens, bem como revelar talentos nesse segmento. Em 2011, o Concurso apresenta novo conceito. Será premiado o melhor livro inédito, escrito em língua portuguesa, com texto e projeto gráfico completo, destinado a crianças e/ou jovens.

O autor da obra vencedora receberá R$ 20 mil, além de uma viagem a Bologna, na Itália, para participar da 49ª Bologna Children´s Book Fair, o maior evento internacional dedicado à literatura infantil e juvenil, que será realizado de 19 a 22 de março de 2012.

Como se inscrever

As inscrições podem ser realizadas até 31 de outubro de 2011, de terça a sexta, exceto feriados, das 9 às 17h, pessoalmente na Biblioteca Pública Infantil e Juvenil de Belo Horizonte, ou enviadas por sedex para a Rua Carangola, 288, térreo, Santo Antônio, Belo Horizonte/MG - CEP: 30330-240.

A ficha de inscrição e a relação de toda a documentação solicitada aos candidatos estarão disponíveis no site da FMC (www.pbh.gov.br/cultura), anexos ao edital, que poderá ser acessado por meio do link Licitações e Editais, a partir do dia 1º de setembro.
Avaliação e Julgamento

A avaliação da obras inscritas será feita em duas etapas. Primeiramente, será realizada a conferência dos documentos exigidos no edital, que revelará quais são as obras habilitadas para o julgamento. A lista com a relação das obras inabilitadas será divulgada até 11 de novembro.

Na sequência, um júri composto por três especialistas em literatura, nomeados pela FMC, vai avaliar e julgar as obras, elegendo a vencedora do concurso. O resultado será divulgado no Diário Oficial do Município de Belo Horizonte e no site da FMC (www.pbh.gov.br/cultura), até 27 de janeiro de 2012.

Uneb promove Conferência Universitária de Ações Afirmativas

uneb

“Unidos venceremos”, foi com essa frase que a Juíza Luislinda Valois encerrou o seu discurso, convidando todos os presentes no Teatro UNEB para continuar a caminhada pela construção de políticas públicas em prol da comunidade negra e indígena, durante a abertura da primeira Conferência Universitária de Ações Afirmativas da Universidade do Estado da Bahia, que aconteceu ontem, dia 29 de Agosto.

A Conferência que acontece até amanhã, dia 31 de agosto, tem como finalidade reunir a comunidade universitária em um processo democrático de discussão e elaboração de um Programa de Ações Afirmativas, que será institucionalizado pelo Conselho Universitário. “Temos que fazer essas ações acontecerem na prática, em nosso cotidiano e principalmente em sala de aula”, ressaltou Paulo Gonçalves, Pró-reitor de Assistência Estudantil da Uneb.

Para a jornalista e professora universitária, Márcia Guena, um encontro para elaborar um Programa de Ações Afirmativas e institucionalizá-lo, garante que a iniciativa seja uma ação continuada que se desenvolverá de acordo as futuras gestões da cátedra acadêmica. Já o professor Murilo da Costa, que trabalha em Ipiaú, comentou que a Uneb além de ter chegado à frente no assunto de cotas, agora volta a se destacar ao promover tal ação: Estamos vivendo um marco histórico numa universidade étnico racial, para avançar e consolidar a Igualdade Racial na Bahia e no Brasil.

Estudantes universitários, autoridades e professores que compareceram ao campus da Uneb, no Cabula, conferiram a palestra de Marcelo Paixão, coordenador-geral do Laboratório de Análises Econômicas, Históricas, Sociais e Estatísticas das Relações Raciais (Laeser), do Instituto de Economia (IE-UFRJ), que apresentou o capítulo de educação do livro - Relatório Anual das Desigualdades Raciais no Brasil 2009-2010.

Os participantes que se inscreveram no evento receberam o Informativo da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi) – Diálogos com a Sociedade – sobre as ações da Secretaria no mês de agosto, em que se comemora a Revolta dos Búzios e um CD com Artigos Acadêmicos de Estudantes Pró-Cotista.

Karine Limeira, Coordenadora Executiva da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial, compareceu ao evento representando o secretário Elias Sampaio e destacou que o objetivo do evento converge para projeto político de Governo, “A temática do encontro coaduna com a proposta da atual gestão do Governo do Estado da Bahia, que é de ampliar e potencializar as ações afirmativas em todos os seus espaços”, disse.


Fonte: Ascom/Sepromi

Selo: 2011 Novembro Negro - Ano Internacional dos Afrodescendentes

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A comemoração do 20 de Novembro como Dia Nacional da Consciência Negra surgiu na segunda metade dos anos 70, no contexto das lutas dos movimentos sociais contra o racismo.

O dia homenageia Zumbi, símbolo da resistência negra no Brasil, morto em uma emboscada, no ano de 1695, após sucessivos ataques ao Quilombo de Palmares, em Alagoas.



Desde 1995, Zumbi faz parte do panteão de Heróis da Pátria. Desde 2007, o Governo da Bahia, através da coordenação da Sepromi, realiza diversas ações relacionadas ao combate ao racismo e a discriminação visando à reflexão sobre as políticas públicas implementadas pelo Governo do Estado e a proposta de continuidade deste projeto, na perspectiva de consolidar e aprofundar o enfrentamento das desigualdades raciais na Bahia.



Em 2011 iniciamos as atividades relacionadas ao Ano Internacional dos Afrodescendentes, instituído pela ONU, como forma de fortalecer o compromisso político de erradicar a discriminação a descendentes de africanos.

Além disso, a Sepromi antecipa as celebrações do Novembro Negro dando início às ações no mês de agosto - mês em que comemoramos 213 anos da Revolta dos Búzios, data altamente representativa para a história de luta de negros e negras da Bahia.



Através da campanha 2011 NEGRO - ANO INTERNACIONAL DOS AFRODESCENDENTES, e em articulação com as demais secretarias do governo do estado da Bahia, a Sepromi pretende fortalecer um ambiente favorável para dar continuidade ao projeto de implementação e consolidação de políticas de promoção da igualdade racial no Estado da Bahia, alem de provocar reflexões sobre as relações sociais discriminatórias e excludentes, predominantes na sociedade baiana e brasileira.

Fonte: SEPROMI

8ª Edição do Programa Rede Nacional Funarte Artes Visuais


A Fundação Nacional de Artes (Funarte/MinC) está recebendo, até 3 de outubro, as inscrições para a 8ª Edição do Programa Rede Nacional Funarte Artes Visuais. O Edital promoverá o intercâmbio interregional por meio de um conjunto amplo de atividades e experimentações ligadas às artes visuais como oficinas artísticas, workshops, oficinas de qualificação, palestras, performances, audiovisual, instalações, novas mídias, seminários, intervenções, exposições, atividades pedagógicas e pesquisas de linguagem.

Este ano, serão selecionados 45 projetos em todo o país. Cada um dos contemplados receberá prêmio no valor de R$ 30 mil. O programa visa fomentar a reflexão e o debate sobre as artes visuais, desenvolver instrumentos de capacitação para artistas e técnicos do setor, promover a circulação dos profissionais da área e de seu conhecimento por todo o país e estimular a formação de público. Será permitida a inscrição de pessoas jurídicas, com ou sem fins lucrativos, de natureza cultural, em nome próprio ou como representante de pessoa física.

Veja aqui o edital
Saiba mais

Fonte: Minc

Prêmio Arte e Cultura Inclusiva 2011



O Ministério da Cultura está recebendo, desde 15 de agosto, as inscrições para o Prêmio Arte e Cultura Inclusiva 2011 – Edição Albertina Brasil – “Nada sobre nós sem nós”. O concurso tem como objetivo avaliar iniciativas culturais que contribuíram para uma sociedade inclusiva por meio da promoção da acessibilidade e expressão cultural de pessoas com deficiência.

Serão premiadas 30 iniciativas, em todo o Brasil, dividida nas categorias Expressão Artística e Acessibilidade. Cada vencedor receberá R$ 12,5 mil.

Os interessados podem enviar as inscrições – via Correios – até o dia 30 de setembro. O edital em formato PDF, em formato Documento, portaria de refiticação e os anexos 1, 2 , 3 e 4 estão disponíveis. Além disso, o edital do concurso também está sendo disponibilizado também em áudio e vídeo.

Fonte: Minc

Colégio Auxiliadora realiza XII Expo Art

O Colégio Nossa Senhora Auxiliadora de Petrolina, pertencente a Rede Salesianas de Ensino, realizou nesta sexta-feira (02) a abertura do XII Expo Art. O Festival de Cultura da insituição, contou com a participação de estudantes do Ensino Fundamental II e Médio.

Através de apresentações, as equipes enalteceram a cultura nordestina, em especial do Sertão e de Petrolina. O evento também fez parte das comemorações dos 85 anos do Centro Educacional na cidade, que vem com o tema " cultivando valores que enobrecem a vida".

O Colégio dirigido pelas Irmãs Salesianas foi fundado no dia 25 de fevereiro de 1926. Irmãs vindas do sul do país e da Europa chagaram ao sertão pernambucano a convite do 1º bispo de Petrolina Dom Antonio Maria Malan, que desejava ter próximo a Catedral, um templo para educação na região.

Diversas autoridades da comunicação, política e educação prestigiaram a homenagem e a abertura do festival. o XII Expo Art segue com a exposição de trabalhos neste sábado, a partir das 13h.

Fonte: Gazzeta

sábado, 3 de setembro de 2011

Zeca Pagodinho e O Teatro Mágico levam cerca de 50 mil pessoas ao festival em Gravatá

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Uma multidão estimada em 50 mil pessoas prestigiou, na noite deste sábado, os shows da 13ª Festa da Estação, em Gravatá. Logo cedo, a cidade começava a receber visitantes de outras localidades do agreste e da capital, interessados nas duas maiores atrações anunciadas. A primeira era a banda paulista O Teatro Mágico. Uma trupe que mistura música com performance cênica e bate em cheio nos anseios de uma juventude pop, mas que não se rende às facilidades comerciais das rádios. A segunda, totalmente comercial, feita para "estourar" nas mídias a cada novo lançamento: Zeca Pagodinho, o número 1 do Brasil, na categoria. Um público misturou-se ao outro. Narizes de palhaços e balões coloridos, com samba de partido e salto alto. Presente à noite mais concorrida do Festival Pernambuco Nação Cultural, o secretário de Cultura Fernando Duarte ressaltou o perfil diversificado das atrações como saudável para o consumo da arte e da cultura. Tanto o artista quanto o público aprendem a olhar e a gostar do que não sabiam existir.

Nos bastidores do evento, a rádio No PE do Ouvido entrevistou as estrelas da noite. Zeca Pagodinho foi econômico com as palavras. Preferiu mostrar no palco sua eficiência. Banda completa e afiada para apresentar ao público (praça completamente tomada nesse instante) as canções do 21º álbum de carreira de Zeca, Vida da minha vida, trabalho que dá inclusive nome ao espetáculo. Lançado em setembro de 2010 pela gravadora Universal, o álbum traz como destaques o single Poxa (regravação de sucesso nos anos 70, composto por Gilson de Souza), o samba Garanhão e Orgulho do Vovô (Zeca e Arlindo Cruz). Num show para multidões, os grandes sucessos não ficam de fora. E o público se esbaldou ao melhor estilo "deixa a vida me levar..."

Teatro Mágico faz política onde chega. Não foi diferente em Gravatá onde, antes do show, declarava sua necessidade de fazer comunicação através de meios alternativos, de dialogar, de ter referenciais (no seu caso, na literatura de Hermann Hess e na música de Tom Zé, por exemplo) e se também ser referencial para novos grupos. Banda que reúne expectadores espalhados por todo país (seu picadeiro maior está na web), Teatro Mágico não se decepcionou com a plateia de Gravatá, que obedeceu aos seus comandos com gestos, coros e muita alegria.

Os shows da Festa da Estação, em Gravatá, terminam esta noite. No palco principal, o público confere os shows de Ricardo Allegria (Gravatá), Volver (PE), Moraes Moreira (BA) e Mundo Livre S/A. A característica de descentralizar ações do Festival Pernambuco Nação Cultural em Gravatá acontece com o projeto Forró nos Distritos. O forrozeiro Silveirinha anima o Distrito de São Severino. No Alto do Cruzeiro, o Caminhão da Cultura recebe, às 17hs, o espetáculo Picadeiro Pernambuco - A Tradição, além das bandas Fala Sério, de forró, e Labaredas, de brega.